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PENTECOSTAIS DO MUNDO INTEIRO UNI-VOS

Il che presuppone che da una parte ci sia un bisogno di sacerdoti e dall'altra che nella loro funzione questi siano disposti ad interessarsi agli altri e quindi a legarsi a loro.  

Já se passaram cem anos, quando as Igrejas históricas começaram a ter uma experiência espiritual há séculos  engavetada, pois parecia um pouco estranha e até perigosa, ao ponto de seus divulgadores correrem o risco de  expulsão de suas Congregações tradicionais.

Foi um acontecimento que passou a se chamar de Pentecostalismo, identificado por um Reavivamento e um Novo Despertar. Daí então se iniciou a falar de Novo Pentecostes, Efusão, Derramamento e Batismo no Espírito Santo: uma experiência capaz de renovar Igrejas fossilizadas ou de dar início a novas Denominações e Movimentos religiosos, inclusive na área católica.

 Atualmente em Rio Branco temos umas centenas de Denominações de inspiração pentecostal e até nas paróquias da Diocese há dezenas de Grupos de Oração ligados ao Movimento Carismático, que alguns sociólogos e teólogos chegam a chamar também de Pentecostalismo Católico.

Nas últimas décadas  surgiram outras experiências  chamadas de Igrejas neo-pentecostais, com uma pregação mais inspirada a uma teologia da Prosperidade bem mais ligada à ideologia neo liberal, prometendo  resultados  imediatos e   milagres na hora.

Neste Domingo celebramos a festa de Pentecostes, quando o Espírito Santo derramou sua força de amor na Igreja reunida em Jerusalém, para que continuasse dando testemunho da mensagem de esperança e de ternura do Senhor Jesus até os confins da terra.

Novo Pentecostes em Rio Branco é mais do que urgente, pois  se muitas diferenças  nos separam, há também muitos valores que devem nos unir  e nesta sociedade moderna e pluralista temos muita gente de coragem disposta a vivenciar uma eclesiologia de comunhão que favoreça a civilização do amor e a cultura da tolerância.

É muito emocionante reconhecer os valores que nos unem, como a mesma fé num só Deus que é Pai de todos, a fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador que derramou seu sangue precioso por toda a humanidade, a fé  no Espírito Santo que é o Amor Divino derramado em nossos corações. É muito prazeroso compartilhar os mesmos sonhos de uma sociedade justa e fraterna e lutar lado a lado para uma política mais consagrada ao bem comum e não para os interesses mesquinhos da própria igreja.

Mas não é fácil: precisa em todos uma vontade de conversão pessoal e comunitária para reconhecer que a liberdade de consciência e a liberdade religiosa são direitos fundamentais da pessoa humana e que nas comunidades de todas as tradições cristãs há a presença do Espírito Santo e a vitalidade dos seus dons e que o outro, mesmo com suas diferenças, tem valores e experiências de vida  importantíssimos para o  crescimento de todos.

Se os caminhos do diálogo e da reconciliação não forem privilegiados, então aparecerá no horizonte a ameaça da intolerância, que é o escândalo, o pecado e o atraso diante do desejo de Cristo: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti. E para que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste”. (Jo 17,21).

A experiência Pentecostal é necessariamente ecumênica também aqui em Rio Branco, pois nenhuma ofensa ou violência pode ser cometida em nome de Deus, mas ao contrário, pela força da fé autêntica todas as religiões se sentirão mais  unidas na luta comum em favor de um futuro mais abençoado.

De fato todos os seres humanos, são imagem e semelhança de Deus, e independentemente de religião, raça, sexo e origem étnica, têm todos os direitos garantidos, inclusive  o da liberdade religiosa.

Até o Código Penal Brasileiro considera crime “zombar publicamente de alguém por motivo de crença religiosa, impedir  ou perturbar cerimônia ou culto, e ofender publicamente, imagens e outros objetos de culto religioso” (art. 208).

É a nova Cultura de Pentecostes, ou Cultura da Paz e da Tolerância que  aproxima crentes e não-crentes, católicos e evangélicos, daimistas, afro, espíritas, cada um mantendo sua identidade e se enriquecendo pela partilha de tantos autênticos valores que cada um possui e  sabe partilhar.

Então:  Shalom, Axé, Aleluia e Feliz Pentecostes.

p.massimo@uol.com.br




A PRAÇA DA CATEDRAL.



A cada dia que passa tem aumentado o número de veículos que estão estacionados na praça da Catedral. Atualmente  estacionam contemporaneamente e de forma caótica mais de cem carros na praça e na pequena rua de acesso: uma verdadeira ocupação ou invasão total do espaço público. Conclusão: pedestre perdeu todos seus direitos de ir e vir, pois nem entra nem passa.

Mas a praça finalmente, é da Catedral, da Prefeitura ou dos motoristas?
A questão vem se arrastando há tempo e enquanto este debate não se esclarece nenhuma proposta é aprovada para humanizar  esta pequena “faixa de Gaza” e quem fica prejudicado é o pedestre que não pode mais atravessar com segurança a  praça e as ruas de acesso.
Desta centena de carros, cerca de oitenta passam o dia estacionados no horário de expediente,  de segunda a sexta feira, só com a obrigação de soltar uma pequena gorjeta aos dedicados flanelinhas.
Mas a  “Praça é do Povo”, já dizia Castro Alves.

Pior é que se este absurdo não for resolvido, nem a praça será  mais do povo e nem a Catedral será mais a Catedral do povo, pois durante a semana ninguém  poderá  mais nem ter acesso à Catedral para a oração, nem entrar na Livraria Oscar Romero para adquirir um bom livro, nem freqüentar um dos grupos de mútua ajuda de alcoólicos, neuróticos ou toxicômanos anônimos que funcionam nas dependências daquele Monumento que é Patrimônio do povo Acreano.
Pessoas idosas costumam pedir socorro aos funcionários da Catedral, mas  cadeirantes ou pessoas obesas nem pensar, pois entre um carro e o outro a passagem é possível  só a quem precisa de não mais de  40 centímetros.

E os voluntários da Catedral? Há Cantores, Músicos, Arquivistas, Coordenadores de Pastoral, Ministros e Padres que diariamente prestam um serviço voluntário, mas às vezes são obrigados a estacionar seu carro no bairro da Base ou na frente do Colégio São José, a menos que tenham vontade e condições de sacar diariamente um ou dois reais para os  flanelinhas.
Estes jovens, diga-se entre aspas, começaram a trabalhar nesta praça desde sua infância, dedicaram aqui  sua adolescência e agora são pais de família sustentando seus filhos, mas sem o amparo das leis trabalhistas. A praça não garante o futuro destes anônimos.

Tudo isso é motivo de conversa às vezes bem animada. Quem considera que a “praça é nossa” não pára de discutir, planejar e propor alternativas urgentes ao atual caos em que o pedaço se encontra: mapear a praça com faixa branca ou amarela ou azul, deixar o espaço necessário para os transeuntes, disciplinar este espaço urbano tão valioso,  evitar o domínio diário de motoristas privilegiados através de um estacionamento rotativo,  respeitar os fiéis que procuram a Igreja para uma hora de conforto espiritual.

A Reitoria da Catedral, juntamente à Diocese de Rio Branco já deu seus passos e apresentou soluções técnicas bem fundamentadas, mas até agora não encontrou  respostas concretas. Órgãos da Prefeitura foram procurados e vereadores foram consultados, mas até agora os poderes constituídos preferiram deixar a praça  do jeito que  está para ver como é que fica, só que a nossa querida praça da Catedral continua sofrendo por falta de acesso, deixa de ser o espaço do povo e menos ainda aquele Cartão de Visita para os centenas de turistas que semanalmente visitam este Monumento conhecido hoje como o “Milagre da Floresta”.
O Milagre da Floresta clama hoje ...pelo Milagre da Cidade.


PASSEATA PELA PAZ E CONTRA TODA INTOLERÂNCIA REUNE CATÓLICOS, EVANGÉLICOS, ESPÍRITAS, AYUASKEIROS E UMBANDISTAS.

Sempre nos reunimos no Salão da nossa Catedral a cada último sábado do mês. Rezamos, cantamos, lemos a Bíblia, discutimos um assunto religioso, social o político e sobretudo testemunhamos o respeito, mantendo a nossa identidade. Mas hoje em dia, neste mundo moderno e pluralista, nas Campanhas de Solidariedade, nas Conferências sobre Políticas Públicas, nos vários debates de interesse comum, trabalhamos ombro a ombro também com pessoas que não se identificam mais com nenhuma religião.

É o mundo moderno e pluralista, é o mundo urbano, da Cultura da tolerância, no qual devemos apreender a viver e a evangelizar.

O encontro começa com a oração de um Daimista, enquanto a partilha é iniciada por um depoimento de um Pastor e de um Padre e no final se agradece com uma oração de uma etnia indígena. É uma experiência talvez única no Brasil, que se repete numa sala da Catedral de Rio Branco com uma participação cada vez mais numerosa.

Desta vez, o evento aconteceu no Auditório da UFAC comemorando a semana da Consciência Negra. Ouvimos depoimentos de um pastor, de um padre, de uma espírita, de um umbandista do vice reitor da Ufac e uma palestra de um representante do Movimento Negro.

Em seguida aconteceu a Passeata pela Paz e contra toda Intolerância. Terminamos com um gesto de reconciliação entre todas as expressões religiosas e entre todas as raças. A oração do PAI NOSSO viu todos e todas de mãos dadas.