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FAMÍLIA DE NAZARÉ 40


NESTE DOMINGO DIA 09 É O CÍRIO DE NAZARÉ 2011 
Dia 03: Início das Novenas às 19:00H 
              Continuam as Visitas ás Famílias com a Imagem.
              Começam as Visitas às Repartições Públicas.
Dia 06 ás 12:00H: Santa Missa com Envio das Equipes do Círio.
Dia 09 às 17:00H: Louvor na Gameleira, Procissão Fluvial, Procissão do Círio até a  Catedral e Santa Missa de Ação de Graças.
 


ASSEMBLEIA DO CIMI.
Missionários de várias dioceses se encontraram neste sábado para avaliar o ano e  escolher a nova Coordenação Regional. Foi comunicada a situação dos Índios Bolivianos e do relacionamento do CIMI com as Pastorais da Diocese.
Amanhã todos irão para Brasília para um Curso de Formação com Paulo Suess e Carlos Mestres para conhecer a proposta do 'BEM VIVER".


SETOR JOVEM   PREPARANDO O DIA NACIONAL DA JUVENTUDE.
Pastoral da Juventude (PJ) Ministério Jovem, Pastoral Vocacional, Ministério de Artes e Universidades Renovadas preparando presença na cidade para Novembro:
Dia 04/11: Missa na Catedral com todas as Expressões Jovens.
Dia 05: Dia da Juventude nas Paróquias.
Dia 06: Concentração da Juventude no SKATE PARK e Caminhada para o MERCADO VELHO.


OUTUBRO MISSIONÁRIO
Com a festa de Santa terezinha, padroeira das Missões, também a nossa Diocese entra neste Mês com mais garra missionária. A Equipe do COMIDI já enviou as sugestões para um mês bem aproveitado, como:
1. Formar a equipe da Campanha Missionária, que pode ser a COMIPA.
2. Divulgar o DVD, os Cartazes, os Livretos dos Encontros, sensibilizar sobre a Coleta, missionária e envolver todas as Comunidades e Pastorais.
 


CATEQUISTAS NA FORMAÇÃO MENSAL
Trinta Catequistas participaram em Porto Velho da Assembleia de Catequistas do Regional Noroeste e voltaram entusiasmados com o que vivenciaram e apreenderam. 
Todos eles se comprometeram na animação do ANO JUBILAR e sobretudo numa ótima preparação das PRIMEIRAS COMUNHÕES COLETIVAS NO DIA 03 DE JUNHO DE 2012.
PARABÉNS CATEQUISTAS.


FESTA DE SÃO FRANCISCO 
E PROCISSÃO ECOLÓGICA.
Em várias paróquias e Comunidades já tem a tradição de uma festa bem popular e neste ano certamente, devido também ao tema da Campanha Missionária, esta festa adquire uma temática ecológica.
Bairro São Francisco e Sobral em Rio Branco,Manuel Urbano, Brasiléia, Boca do Acre: todos em festa. 
VIVA SÃO FRANCISCO, IRMÃO ECOLÓGICO.

PAPA MANDA PADRES NO CIBERESPAÇO


A celebração do 44º Dia Mundial das Comunicações Sociais ocorre neste domingo dia 16 de maio. Aproveito deste dia para manifestar minha estima pela mente de redatores, jornalistas, articulistas e comunicadores que se organizam diariamente  para constituir o cérebro de um jornal escrito, falado ou televisionado para proporcionar cultura na nossa cidade. O ritual de folhear um jornal, o prazer de se informar e de começar o dia bem atualizado é para nós leitores um verdadeiro prazer.

Bento 16  escolheu  como tema deste Dia Mundial 2010: “ O sacerdote e a pastoral no mundo digital: as novas mídias ao serviço da Palavra”. Com esse tema e com sua mensagem, o papa exorta os padres neste Ano Sacerdotal, a utilizarem as novas tecnologias para anunciar o Evangelho.

Mas não se trata agora  de levar laptops para os altares, menos ainda de ler a Bíblia em palms ou e-books, ou ainda de usar Data show ou PowerPoint nas homilias. Trata-se, porém de aceitar com coragem o desafio de evangelizar atravessando as numerosas encruzilhadas criadas pelo denso emaranhado de ruelas, varadouros, estradas e grandes rodovias que sulcam o ciberespaço, para oferecer às pessoas do continente digital, os sinais necessários para encontrarem a presença do Deus da Vida e da Esperança.

Precisa reconhecer que também no campo da cultura da comunicação estamos vivendo uma mudança de época e não mais uma época em mudança. A internet influi sobre o modo de pensar, sobre os comportamentos e sobre a maneira de se informar. As redes digitais criam fraternidade e solidariedade, promovem a paz, a justiça e os direitos humanos e  compartilham o conhecimento. Este instrumento só se for usado com más intenções pode se  tornar  não educativo  e até altamente perigoso, mas  nem por isso merece ser condenado, pois tudo depende do uso que se faz desse instrumento.

 A mensagem do papa é muito ousada e olha para frente: o desafio desta nova época é migrar das antigas máquinas de escrever para o computador para evangelizar com coragem e competência  o “continente digital”, testemunhar a própria fé sobretudo no meio dos jovens que pertencem à geração digital. Isso equivale a dizer que a Igreja deve estar presente de maneira qualificada na cultura da comunicação, respeitando a linguagem das novas tecnologias, valorizando o espaço democrático na comunicação, em que o receptor também se torna emissor.

Se já tivemos uma  experiência secular com Comunidades Paroquiais, se já enaltecemos a experiência libertadora das Comunidades Eclesiais de Base, agora o novo desafio talvez seja implantar Comunidades Virtuais.

O Papa com seus 83 anos nos incentiva a entrar nas redes através do twitter, orkut, youtube, facebook, dos fóruns, dos chats e do e-mail. Então cada paróquia constituirá uma rede com seus paroquianos para que o padre possa estar em contato com eles via internet, lembrando sempre que a interatividade e a rapidez são o sucesso das novas tecnologias.

 E os Cursos Bíblicos para quem deseja aprofundar a Escritura e sempre alega a falta de tempo?  Então serão oferecidas Escolas Bíblicas, Cursos de Liturgia e Catequese  para internautas criando  um espaço de e-learning ou educação a distância. De repente tantas dúvidas neste mundo das mil propostas morais e religiosas poderiam ser respondidas  por correio eletrônico, graças a interatividade e a rapidez das novas tecnologias.

Mesmo assim, como padre de 65 anos entusiasmado pelos velhos e novos Meios de Comunicação Social fico pensando nas famílias dos Barrancos e Beiradas dos rios, dos Varadouros das florestas, dos Becos dos bairros periféricos que nunca ouviram falar de Twitter, mas ainda aguardam uma visita simples de quem possa trazer uma palavra amiga e um abraço fraternal que plante esperança em seus corações.

Por isso o encontro, a conversa e o abraço real continuará  sendo sempre a alma de toda comunicação.

A ALEGRIA DE ANUNCIAR O EVANGELHO DA TERNURA



Ninguém é de ferro, nem o ativista político, nem o militante que sonha uma sociedade mais justa e humana. Todos nós no meio de tantas ameaças e inseguranças precisamos ouvir palavras que confortam e que nos encorajam para continuarmos a missão da nossa vida, pois a vida é uma missão.


Comece então o seu dia com uma palavra de vida: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso de vossos fardos…” Todos nos temos cansado durante o nosso dia a dia, pelas circunstâncias, por uma insatisfação pessoal no trabalho, por um imprevisto doloroso, por um sonho ainda não realizado ou algo que sai da forma não desejada.


Se você acredita no Mestre Jesus, saiba que ele é o maior psicólogo, conhece o nosso coração e sabe que só n’Ele teremos descanso, pois Ele mesmo justifica isso quando diz: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendeis de mim, porque sou manso e humilde de coração. Pois o meu jugo é suave e meu fardo é leve.”
Jesus  nos convida a irmos até Ele não para nos condenar, mas nos convida para tirar de nós tudo que nos prejudica, inclusive nosso sentimento de culpa em relação aos nossos pecados e fraquezas. Ele anseia e deseja muito que o busquemos para nos dar o descanso necessário para uma boa caminhada.

Ele se importa com você e por isso lhe chama. O convite de Jesus é para os que têm problemas, para os cansados e os oprimidos; os que estão com cargas tão pesadas e tão grandes que não dão conta de carregar sozinhos; os que perderam a esperança, os que estão feridos e com traumas profundos, os que não têm mais caminho para caminhar; os que perderam o rumo da vida, e  que perderam a direção:: “Vinde a mim, todos vós que estais cansados de carregar as vossas pesadas cargas, e eu vos darei descanso.”

O convite é para você que está com o coração quebrado, arrebentado, porque há reabilitação, há cura; é para você que desperdiçou a sua vida no mal, pois ainda há possibilidade para fazer o bem; para você que já não tem mais perspectiva na vida, expectativa de um novo começo; para você que se sente desesperado, desprezado; para você que se sente doente, perdido na vida; para você que está longe, e morto em delitos e pecados.

Precisamos aprender d’Ele: e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. Ele nos chama a ser seus discípulos, a sermos seus alunos, seus discípulos. Mas isso só será possível se estivermos perto d’Ele. É por isso que também nos chama para estarmos perto d’Ele, junto d’Ele, para ter comunhão e intimidade com Ele. Jesus se torna assim o médico divino que nos cura e liberta quando abrirmos o peito, a alma, e o coração para Ele, reconhecendo que longe dele a vida não funciona tão bem e precisamos dele. E então: achareis descanso para as vossas almas. ( Mateus 11, 28-30)



RELIGIOSOS DESAFIADOS NESTE MUNDO PLURALISTA.


Nos movimentos sociais, nas diferentes Campanhas de Solidariedade, nas Conferências sobre Políticas Públicas, trabalhamos ombro a ombro com um número cada vez mais crescente de pessoas que não se identificam mais com nenhuma religião.
Mas a grande surpresa é perceber que na realidade estes companheiros de luta acreditam  e constituem a categoria simpática dos que crêem sem pertencer a nenhuma denominação religiosa.

Não falo aqui daqueles que ficaram traumatizados por uma experiência decepcionante com alguma seita mercantilista que prometia antes e ameaçava depois, nem de pessoas decepcionadas por escândalos  de ordem sexual ou financeiro de alguns líderes religiosos.
Falo de pessoas com que trabalhei nas áreas do voluntariado e da solidariedade, de elevada cultura, amadurecidas nos estudos filosóficos e históricos e sempre em busca da verdade.

Olho e admiro estes companheiros que  vivem com dignidade seguindo seus princípios éticos e ganhando respeito por causa de seu coração grande e visão ampla, sempre sonhando que um outro mundo é possível e sem esperar recompensa nenhuma. Jesus um dia surpreenderá convidando-os para o Reino de Deus, pois sem saber  deram-lhe de comer, beber, acolhida e roupa.

Quem se formou  nas ciências teológicas, sabe como é necessário adquirir um estilo de vida que saiba se relacionar com as pessoas  e entrar em empatia também com  aquelas que se declaram “sem religião”e não pertencem a nenhuma denominação religiosa.

Seria suficiente lembrar o Bom Pastor que deixa as noventa e nove ovelhas  para procurar quem não está presente no rebanho. Nesta página do Evangelho se resume assim  a missão do sacerdote – pastor que não só  acolhe  aquele quem não crê, mas  até constrói pontes para ir à sua procura, com respeito e no diálogo.

Mas é justo nesta época pós moderna e pluralista, por respeito às diferentes opiniões,  continuar procurando e buscando as “ovelhas perdidas”?
Mas não seria ainda mais perigoso  se cada grupo se fechasse em si mesmo e provocasse a trágica separação entre crentes e  não crentes, quebrando pontes  e numa espécie de racismo religioso acusando  uns aos outros de cabritos rebeldes ou de ovelhas alienadas?

Mas o  “sem religião” e até o ateu não é  um opositor radical a Deus ou aos seus fiéis e nem deveria ter medo de perder uma eleição política por causa desta sua opção , como se fosse um fundamentalista  sectário definindo errados e atrasados todos aqueles que acreditam.


Na verdade quando há diálogo entre crentes e não crentes que vivem de forma autêntica os valores éticos e quando há sobretudo uma colaboração entre eles diante dos desafios sociais, quem irá ganhar é a civilização desta fragilizada humanidade, pois neste caso o valores da dignidade humana, da vida, da paz e do respeito da casa comum que é o nosso querido Planeta Terra ficam enaltecidos.

E quando este diálogo acontece, será possível testemunhar que crer é se alegrar  que Deus tenha proporcionado ao homem  enormes poderes, para favorecer o desenvolvimento científico e tecnológico para o bem estar, o progresso e a felicidade de todos os povos.
E que  crer é também aceitar os limites humanos, pois nenhum avanço tecnológico poderá  libertar e salvar um homem diante da morte, pois a morte continua sendo um grande mistério.

O Sacerdote-Pastor reconhece o seu serviço de deixar o templo aberto não para desafiar, mas para mostrar a beleza do sagrado, oportunizar um ambiente de silêncio, de meditação, de amizade, e de diálogo e possibilitar a agradável experiência de se sentir de direito e de fato, um filho muito amado pelo  Pai de todos.

O companheiro não-crente por sua vez, por seu estilo de vida, sua busca contínua da verdade,  por suas sinceras e profundas interrogações e  por suas ações consagradas ao bem comum, oferece aos crentes a possibilidade de se questionarem se sua postura caracteriza  pessoas que crêem de verdade  ou se caracterizam  pessoas sem fé, mesmo pertencendo a uma denominação religiosa.

PADRES E PASTORES EM CAMPANHA CONTRA A IDOLATRIA.





O Carnaval já terminou e das cinzas da Quarta Feira já está brotando  a flor da Campanha da Fraternidade  que neste ano quer propor à Sociedade civil e à Igrejas um grande debate sobre a Economia, que é a arte de administrar a  casa comum do nosso Planeta Terra.


Padres, Pastores, Daimistas e representantes de Cultos Afros brasileiros já estão articulando vários encontros sobre este assunto, pois como ensina o  Mestre comum: “Ninguém pode servir a dois senhores: a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).
Para Jesus o dinheiro se não for bem adquirido ou usado, pode até se tornar “Mamon”, o ídolo pagão, o deus do dinheiro, o deus do luxo e  da pompa, que se apresentava cheio de  riquezas. Se o dinheiro tomar o lugar de Deus e for considerado mais  importante  do que a pessoa humana, então seremos  todos levados  à idolatria , que é o pecado mais  perigoso dos tempos modernos, seja para uma religião, seja para a organização de uma sociedade.


Esta Campanha da Fraternidade Ecumênica espera mobilizar Igrejas e sociedade para dar respostas concretas à vida e às necessidades básicas das pessoas e para  salvaguardar e cuidar da Terra e da vida de todos os seres que nela habitam. Enfim, é uma Campanha por uma Economia a serviço da vida em vista da cultura da paz, para contribuir a formar uma nova mentalidade capaz de respeitar o bem comum e a dignidade para todos.
Padres  e pastores que por sua missão dividem o seu tempo entre Missas ou Cultos e Visitas aos seus respectivos rebanhos, experimentam de perto que, apesar do crescimento econômico bem visível até nas ruas caóticas da nossa cidade engarrafadas de carros,  este atual modelo econômico continua criando a exclusão, a miséria, a fome,  o desemprego. E mais ainda: o grande pecado desta Economia é esquecer a dignidade e os direitos das pessoas para  gerar um “lucro desigual, o consumismo desenfreado, o acúmulo de bens nas mãos de poucos e a destruição da natureza”. Esta nossa quinta economia do mundo infelizmente, ainda tem quase 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza e não há ainda trabalho e saúde para todos.


As Comunidades cristãs  são convidadas a parar, refletir e procurar parceiros para agir.  Já começamos a  estudar “ecumenicamente” o material do evento que propõe a conscientização sobre alguns temas econômicos  com textos e gráficos, que às vezes são pouco conhecidos por grande parte da população. Em relação à dívida interna, por exemplo, o Manual da Campanha diz: "Apesar de os gastos com juros e amortizações da dívida pública consumirem mais de 30% dos recursos orçamentários do país, essas dívidas não param de crescer. A dívida interna alcançou a gigantesca cifra de R$ 1,6 trilhão em dezembro de 2008, tendo apresentado crescimento acelerado nos últimos anos".
Padres e Pastores por sua missão anunciam a Boa Nova do Evangelho aos pobres e neste caso fazem questão de sonhar juntos com suas Comunidades dias melhores, onde as políticas públicas sejam elaboradas com a participação de todos e a partir do chão que os excluídos pisam e a partir do prato que os pobres sonham.

Mas o  Mestre Jesus quer principalmente tocar e converter o nosso coração de religiosos, chamados a  servir, sobretudo os pobres e excluídos. E isso faz a diferencia, pois nesta sociedade de competição e de lucro fácil, quando há alguém que escolha colocar sua vida a serviço dos excluídos e descartáveis da sociedade, se torna algo de surpreendente.

O Religioso já prometeu isso no dia de seu envio em missão e escolheu de pertencer totalmente a Deus, de seguir o caminho de Jesus e de querer  estar ao lado dos últimos  para lhes anunciar os valores do Reino e terem cidadania. Isso  não lhe seria possível se o Religioso estivesse  nadando na riqueza e no luxo ou simplesmente se estivesse apegado aos bens materiais, pois “ não podeis servir a Deus e ao dinheiro,” isto é,  ninguém consegue assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. Ou faz uma coisa ou faz outra.

A Campanha da Fraternidade sobre “Economia e Vida” é mais um apelo que nos vem de Deus para termos uma relação harmônica com a natureza,  assumirmos um estilo de vida simples, sóbrio, respeitoso com o meio ambiente, que nos liberte do consumismo desenfreado, da depredação do meio ambiente que  inviabiliza a vida na terra.
 Afinal...  é tempo de conversão pessoal, comunitária e social.

O PADRE NO PRESÍDIO



Cada Sociedade precisa de leis para se governar, garantir o respeito e penalizar os transgressores. Hoje no Presídio Francisco de Oliveira Conde, a prioridade número 1 é a de reabilitar os 2400 presidiários que passaram  a se chamar de reeducandos. Até os antigos cárceres de menores ou “ Pousadas”, se chamam hoje de Centros Socio-educativos. Tudo isso se fundamenta na idéia que o culpado possa ser ajudado  a  transformar sua própria personalidade através de uma pedagogia de reeducação.
  • Os desafios do Sistema Carcerário.

A educação é o caminho para aprender novos princípios e novos estilos de vida. Precisa então acreditar na mudança que de um comportamento criminal se possa passar a um comportamento respeitoso das normas da sociedade. Este é o grande desafio da Direção do Iapen e de todos os Organismos que direta ou indiretamente se preocupam com o sistema penitenciário, pois todos ainda se angustiam com os trágicos resultados de 70% de reincidência, com a superpopulação nas celas, a inércia e o ócio de milhares de jovens em plena energia, para não falar das drogas que misteriosamente chegam dentro das celas.
A Pastoral Carcerária visita o Presídio toda sexta feira e dá para perceber quando o detento está no caminho de sua recuperação  e quando está caindo nos abismos da revolta   de um criminoso assumido, se considerando a vítima e não exatamente   o réu daquele delito pelo qual  foi condenado. A visita ao presídio, longe de culpabilizar Satanás, tenta estar com a maior ternura ao lado do reeducando testemunhando o Amor de Deus que planta a esperança em qualquer coração que acredita inclusive em suas próprias capacidades de reagir e reconstruir o seu prórpio futuro.
Assim há também casos de que o presidiário está trilhando o caminho de uma verdadeira recuperação, e chega a  expressar sua nova consciência com gestos, com poesias ou com orações, como esta:
“Na hora da tribulação diga com fé:  Deus me trouxe aqui. É pela vontade Dele que eu estou aqui neste lugar certo, em que me renovarei.  Ele me manterá no seu amor e me dará a graça neste desafio de me comportar como uma criança.  Então Ele fará deste meu desafio uma bênção me ensinando as lições que Ele acha que devo aprender, trabalhando em mim a graça que Ele pretende para mim. Finalmente na sua boa hora Ele me tirará daqui novamente, renovado na mente e no espírito, como e quando Ele sabe. Amém”.
  • As “pessoas de bem.”

“Na conversa com as “pessoas de bem”, percebe-se uma mentalidade de completo desinteresse para com a problemática carcerária: “ que se virem, assim aprendem que o crime não compensa, podem ficar mesmo enterrados vivos naquele presídio, tem que judiar mesmo para eles aprender alguma coisa na vida”. É a típica mentalidade que, no lugar de resolver os problemas, os acrescenta.
  • A Pastoral Carcerária.

Aqueles homens e mulheres de todas as idades que se encontram nos presídios, às vezes abandonados pelos próprios familiares tomados pela vergonha e pelo medo, precisam ser escutados e acompanhados para continuarem a pertencer aos seres humanos e parar de se considerar uma desgraça. É neste cenário que a presença  da Pastoral Carcerária e sobretudo do Sacerdote se torna muito importante.
  • A Missão do padre.

É um sonho ver tantos Mensageiros de Deus   visitar seus  irmãos no Presídio, somando forças no programa de sua reeducação. Também estes 2400 detentos fazem parte de seus rebanhos paroquiais, mesmo que na maioria sejam daquelas ovelhas  que nunca quiseram conhecer o seu pastor, nem se deixaram aproximar por ele.
Jesus pediu de visitar os presos como condição para entrar no Reino de Deus, pois o detento tem necessidade de esperar, de se agarrar a um futuro, de recuperar sua auto estima e de reconstruir uma sua própria imagem enquanto está  naquele pedaço de inferno.
O presídio é uma experiência que sacode, que perturba, que clama por socorro urgente, pois seu projeto de reeducação poderá ser bem sucedido se muitas forças colaborarem,  inclusive a Pastoral Carcerária.
  • Presídio, como parte da paróquia.

O padre que visita o presídio aceita como própria paróquia aquela população especial que está dentro do cárcere e tem toda a possibilidade de estabelecer com o reeducando um relacionamento que antes nunca se tornara possível. Os padres sabem que no cárcere nunca são rejeitados ou ignorados dos presidiários, mas muito pelo contrário, eles são bem acolhidos, aguardados e escutados.
Quando tiver condições  de conversar em particular, fora dos olhares dos agentes e dos ouvidos dos companheiros de cela, o encarcerado facilmente manifesta todos os sentimentos mais profundos, aquela vontade de mudar, aquela dor cheia de esperança.

Não precisa de um padre especial, precisa simplesmente de um padre que  entenda  o que é perdão e  misericórdia, que saiba plantar esperança e que tenha um coração aberto a todos, sobretudo  àqueles que nem visitas têm de seus familiares.
Sonho com um sistema carcerário que se abra à urgência das visitas dos padres aos muitos paroquianos como verdadeiros pais, mas sem muita burocracia, aliás, como parte integrante do sistema educativo. A rigidez das normas carcerárias não podem se tornar barreiras às relações educativas, como a visita de um padre a um reeducando, pois estas visitas podem se tornar um elo capaz de melhorar as pessoas, não só na base da vida cristã, mas também na  base de uma nova cidadania. 

O SACERDOTE E AS TRÊS PROMESSAS.


O dia da Ordenação Sacerdotal é festa para toda a diocese e ninguém dos que amam a Igreja ignora esta data extraordinária. A Catedral se abre bem cedo, ornamentada de flores, tapetes e sinos tocando, todos aguardando o início da celebração, quando o diácono ordenando entra em procissão acompanhado de seminaristas, sacerdotes e principalmente do Bispo.
O povo acha o momento mais emocionante quando o futuro padre  se prostra no chão e todos os santos do Céu são invocados para intercederem.
A prostração significa entrega total ao Pai, querer os mesmos sentimentos de Jesus e querer Espírito Santo  como guia na vivência destas três promessas:

  1. Quero servir, sobretudo os pobres e excluídos.

 Nesta sociedade de competição e de lucro fácil, quando há alguém que escolha colocar sua vida a serviço dos excluídos e descartáveis da sociedade para cumprir uma missão, é algo de surpreendente.
Mas prometendo isso, o padre escolhe de pertencer totalmente a Deus, de seguir o caminho de Jesus e de querer  estar ao lado dos últimos  para lhes anunciar os valores do Reino e terem cidadania. Isso  não lhe seria possível se estivesse  nadando na riqueza e no luxo ou simplesmente se estivesse apegado aos bens materiais.

2. Quero ser obediente.
 Hoje em dia a obediência  é desvalorizada e geralmente se aprecia mais a  transgressão, a irreverência, a desobediência e mesmo a oposição. Isso tem causas: dentro da família há pai, por vezes sem moral, na escola ha professores que tentam vender um conhecimento superficial e sua credibilidade se sustenta pela força e pela chantagem. No campo político domina a estupidez e a mentira, pois a mudança de opinião é a regra e a coerência é considerada uma fraqueza.
Só quando surge uma liderança  humilde, com carisma e talentos, então será um verdadeiro prazer  obedecê-la e segui-la com gosto e satisfação. È o caso de Jesus, obediente até a morte, testemunhando fidelidade à sua Missão e que se torna merecedor de falar com autoridade e de ser obedecido.
A promessa de obediência de um padre é a Jesus, o divino Mestre e ao Bispo, pastor da sua Igreja Local. Hoje esta obediência pode até surpreender, pois é considerada a perda de sua própria liberdade que é o valor mais precioso do ser humano, mas  neste caso  se esquece que até um jogador obedece totalmente ao treinador, que decide  se ele joga ou não, se está no campo dois minutos ou um jogo inteiro.
Hoje  entre os jovens deveria ser  ensinada a verdadeira  obediência  ao invés de ser ridicularizada, com o sério compromisso dos responsáveis de terem mais dignidade e credibilidade, testemunhando uma verdadeira autoridade na família, na escola e  no poder público.

3.Quero ser celibatário pelo Reino de Deus.
Quando uma cultura cai na superficialidade e na vulgaridade, a castidade acaba sendo  reduzida a abstinência das relações sexuais nas suas várias expressões que às vezes, inclui todo tipo de perversão divulgados pelos milhões de site internet dedicados ao tema.
 Pelo contrário, a Castidade tem significado profundo e significa pureza, beleza e valoriza o  corpo. A sexualidade não diz respeito aos órgãos genitais, mas à pessoa inteira que é um conjunto harmonioso de corpo, de mente e de espírito. A promessa de castidade não se refere apenas a utilização dos órgãos sexuais, o que tornaria a promessa até ridícula, mas é a promessa de se  manter casto e puro e  usar o corpo como um sinal e uma expressão  que aponta desde já até para o céu, onde o corpo só entrará glorificado.
Castidade neste sentido mais do que renúncia é mais a capacidade de abraçar e amar a todos sem ficar escravizado por ninguém e isso combina com a missão que o sacerdote recebeu como enviado de Deus que acaba por ofuscar até mesmo o gesto erótico.

  • Conclusão.

Se o jovem após uma devida preparação no Seminário achar que estas três promessas dão sentido à sua vida de missão, então se prostrará diante do altar para se consagrar inteiramente com coragem, confiança e alegria ao serviço de Deus e de seu Povo, pois o  sacerdócio é uma chamada de fé, que exige deixar tudo para seguir a Cristo.

UM PERSONAGEM DA NOSSA SOCIEDADE



 O Sacerdote é uma figura que tem uma longa história em nossa cultura por ter cumprido tarefas  diferentes conforme a situação social do nosso povo. Conheci aqui no Acre, padres enfermeiros, médicos, professores, engenheiros, arquitetos, poetas, pilotos de avião e advogados, entre eles o padre André, o padre Paulino e o padre Heitor, para citar os mais conhecidos. Hoje este perfil mudou, porque mudou o contexto social, alterando também o aspecto com o qual o sacerdote se apresenta para o povo. “Não se faz mais padres como antigamente”.

Conheci padres de  batina longa e preta, com chapéu pontudo e pompons ou abas largas do chapéu duro, depois comecei a ver padres de jeans, camisetas e chinelos, não mais identificáveis e reconhecíveis. Agora vejo também padres de calça e camisa social, sapatos brilhando e barba feita. Isso  acontece  não para se esconder de sua missão, mas para se consagrar mais totalmente ao serviço de seu povo e tentar se identificar com as pessoas com quem  mais é chamado a trabalhar. Na realidade não existe mais a crença de que seja o hábito que faz o Monge, mas hoje se aprecia o modo de ser e de se comportar e de se posicionar, pois é mais o chão que a gente  pisa que revela as idéias e as intenções da gente.
Mesmo que o padre seja  pessoa culta, pelos estudos enfrentados na longa preparação do seminário,  não é o canudo recebido que lhe dá valor, mas sim a sua consagração, que lhe confere a missão ligada ao ministério adquirido através do Sacramento da Ordem.

  •  Subir e descer barrancos com o Sacerdote.

“Subir e descer os barrancos” é uma expressão que ficou gravada há mais de 30 anos na minha cabeça então de jovem e inexperiente missionário quando ao chegar ao Acre encontrei o padre Heitor que me garantia que ao longo de suas viagens missionárias já tinha subido e descido  oitocentos e quarenta e quatro vezes os barrancos dos rios Acre, Caeté, Iaco, Purús  e outros rios e igarapés de toda a região acreana.
Nós que respeitamos a missão do sacerdote, somos convidados de certa forma a subir e descer os barrancos com ele para conhecer melhor  esta figura tão querida  e no mesmo tempo “tão estranha” e corajosa aos olhos de muitos. Porque o padre, ao invés de ambicionar os bens materiais  escolhe a simplicidade, em vez da afirmação de uma  sexualidade baseada num domínio egoísta escolhe a castidade, e em vez da liberdade, que no nosso tempo pode cair na pura libertinagem, ele escolhe a obediência. E suas escolhas não são particulares e anônimas, mas tomadas publicamente através de uma renúncia consciente,  na frente de toda a Igreja reunida no dia de sua Ordenação Sacerdotal.

Crentes e não crentes, admiramos figuras de sacerdotes apaixonados pelos seres humanos que se debruçavam sobre homens desfigurados com aparência de trapos, ou perdendo horas e dias tentando salvar adolescentes que enveredavam pelos caminhos reprováveis, inaceitáveis e mais absurdos da vida, ou se dedicando a centenas de jovens dependentes ou detentos nos presídios ou a plantar a esperança nos corações de doentes terminais ou testemunhando o impossível diante de uma família ameaçada de fracassar.
Tenho certeza que valerá a pena “subir e descer os barrancos” conversando com o sacerdote.

PADRE CELIBATÁRIO NÃO PEDÓFILO E FELIZ.



Todos têm direito de ter uma convivência sadia, alegre e equilibrada com as pessoas. E' claro que nem todos entendem e escolhem o celibato pelo Reino de Deus, mas todos somos chamados a viver uma sexualidade sadia. 

Ter uma sexualidade sadia, no meu entendimento, é ficar encantado pelo brilho dos olhos de uma pessoa e não catalogá-la e cobiçá-a pelas curvas de seu corpo e de suas pernas. É poder abraçar qualquer um para manifestar amizade, consideração, alegria de encontrá-lo e sem segundas intenções.
Eu sou um sacerdote celibatário e feliz de minha escolha, fico encantado com a espontaneidade da criança, surpreso pelas transformações de um adolescente, fascinado pelo idealismo de um jovem e comovido pela vontade de viver feliz de uma vovó cheia de energias. Para quem optou conscientemente pelo celibato, tudo  é motivo de alegria, pois a felicidade é se alegrar sempre pela felicidade dos outros.

Hoje, notícias de padres envolvidos com o crime de pedofilia se difundiram de modo insistente e isso é motivo de tristeza para quem ama sua Igreja. Outras notícias sobre pedofilia praticada por  pais, primos, educadores profissionais e homens públicos, demonstram que a área da sexualidade humana está exigindo medidas urgentes.

Como padre, estou preocupado demais com a formação que está sendo dada aos candidatos ao sacerdócio, pois de Jesus aprendemos: “Ai daqueles que escandalizam um desses pequeninos!”( Mt 18,6) E de São Paulo ouvimos: “Não foi isso que aprendestes de Cristo.”
O papa Bento XVI  cobra tolerância zero e está sendo claro quando dirige sua palavra às vítimas de abusos e aos seus abusadores. “Dizer que é lamentável, deplorável, vergonhoso, é pouco! Em nenhum catecismo, livro de orientação religiosa, moral ou comportamental da Igreja isso jamais foi aprovado ou ensinado! Além do dano causado às vítimas, é imenso o dano à própria Igreja.” E o Papa acaba de manifestar neste último domingo dor e vergonha, chorando com os familiares das vítimas na ilha de Malta pelos crimes de alguns de seus sacerdotes.

Até nos círculos sociais de Rio Branco se comenta que está na hora de acabar com o Celibato do Clero. Pode até um dia ser opcional abrindo a possibilidade da ordenação sacerdotal a homens casados,  mas pela experiência que tenho da vida sacerdotal, posso afirmar que o celibato não é a causa da pedofilia. Porém  posso infelizmente suspeitar que o Celibato possa se tornar o esconderijo de pedófilos ou de gente com taras desenfreadas que até no Casamento envergonhariam  suas famílias, suas esposas e seus filhos. Mulher nenhuma merece gente assim, família nenhuma se constrói com pai pedófilo. Infelizmente esse não é  um problema somente de padres: a maioria absoluta dos abusos sexuais de crianças acontece debaixo do teto familiar e no círculo do parentesco. O problema é bem mais amplo!

Mas você amigo leitor tem razão de esperar notícias melhores da Igreja, dos padres, religiosos e de todos os cristãos, conforme a recomendação de Jesus a seus discípulos: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles, vendo vossas boas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus!”( Mt 5,16)

A CULTURA DA TOLERÂNCIA


O encontro começou com a oração de um Daimista, enquanto a partilha foi iniciada por um depoimento de um Pastor e de um Padre: um evento talvez único no Brasil, que se repete  numa sala da Catedral de Rio Branco com uma participação cada vez mais numerosa.

São encontros promovidos pelo Instituto Ecumênico “Fé e Política” onde se tenta praticar uma eclesiologia de comunhão que favoreça a cultura da tolerância nesta cidade de pluralismo religioso.

É muito emocionante reconhecer os valores vivenciados no outro como a mesma fé num só Deus que é Pai de todos, a fé em Jesus Cristo, Senhor e Salvador que derramou seu sangue precioso por toda a humanidade, no Espírito Santo que é o Amor Divino derramado em nossos corações. É muito prazeroso compartilhar os mesmos sonhos numa sociedade justa e fraterna, juntar nossas preocupações e ações para uma política mais consagrada ao bem comum, debater problemas sobre democracia, ecologia, saúde e segurança pública.

Mas não é fácil: precisa que em todos haja uma vontade de conversão pessoal para reconhecer que a liberdade de consciência e a liberdade religiosa, são direitos fundamentais da pessoa humana e que nas comunidades de todas as tradições cristãs há a presença da fé e da graça, a ação do Espírito Santo e a vitalidade dos seus dons e que o outro tem valores e experiências de vida cristã importantíssimos para o  crescimento humano e cristão da gente.

Agora não se trata mais de insistir nas contraposições, mas de privilegiar caminhos de reconciliação e de comunhão, pois a intolerância representa uma ameaça, um escândalo, um pecado e um atraso diante do desejo de Cristo: “Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti. E para que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo acredite que tu me enviaste”. (Jo 17,21).

A experiência ecumênica é fundamental aqui em Rio Branco, pois nenhuma ofensa ou violência pode ser cometida em nome da religião ou de um versículo bíblico, mas ao contrário, pela força da fé seremos testemunhas de reconciliação, de perdão e de auxílio mútuo, unidos na luta comum para o bem-estar da família e do futuro do nosso país. De fato todos os seres humanos, independentemente de religião, raça, sexo e origem étnica, tem direito á educação, à saúde, e à oportunidade de obter uma subsistência segura e sustentável e também à liberdade religiosa.

Até o Código Penal Brasileiro considera crime “zombar publicamente de alguém por motivo de crença religiosa, impedir  ou perturbar cerimônia ou culto, e ofender publicamente, imagens e outros objetos de culto religioso” (art. 208).

A Cultura da Tolerância ainda é uma sementinha aqui em Rio Branco, mas  está sendo cultivada por um numero crescente de pessoas, inclusive por aquelas que se declaram “sem religião.” Esta aproximação entre crentes e não-crentes, católicos e evangélicos, daimistas, afro e espíritas, cada um mantendo sua identidade, favorece e enriquece a todos, pois todos possuimos riquezas que devem ser partilhadas.

Se isso deve acontecer normalmente na sociedade civil onde todos devem ser aceitos e ajudados a conviver na comunhão social, independente de escolha religiosa, política, sexual, com mais motivos e  de uma forma ainda mais forte deve acontecer nas Comunidades cristãs que se reúnem e agem em nome de Cristo.
E está começando a acontecer...na paz de Cristo e no Axé.




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por um número de participantes cada vez mais numer seminário existe para formar os futuros padres, não só nas ciências teológicas, mas para adquirir um estilo de vida que sabe se relacionar com as pessoas a quem é chamado a transmitir a Palavra do mestre Jesus e entrar em empatia com o povo para compreender melhor suas necessidades e seus anseios mais profundos.

E  o sacerdote deve saber se relacionar com todo o rebanho dos fiéis e sobretudo com aqueles que não acreditam mais e se declaram “sem religião”. Seria suficiente lembrar a parábola do Bom Pastor que deixa as noventa e nove ovelhas  para procurar quem não está presente no rebanho. Nesta página do Evangelho se resume assim  a missão do sacerdote que não só  saberá acolher  aquele quem não crê, mas  ir sobretudo á sua procura, com respeito e no diálogo.
Esta busca nos tempos pós modernos não parece porém ser muito praticada pois constitui o maior desafio do evangelizador , talvez por um sentimento de respeito das opiniões neste mundo pluralista ou talvez por uma tendência hoje dominante de se fechar entre os próprios fiéis no templo, felizes de nadar em aquário e em águas tranqüilas, no lugar  de navegar em águas mais profundas e marcar presença nos areópagos modernos.

Quando esta atitude de fechamento se torna geral, acaba acontecendo a separação do grupo dos crentes do grupo dos não crentes, quase que estes resistindo à chamada se tornassem os culpados e por isso mesmo quase  os cabritos  da esquerda do Senhor. Uma atitude que lá onde se verificasse poderia se configurar numa espécie de racismo religioso, para usar uma expressão um pouco forte e provocatória.
Mas o  ateísmo não é necessariamente uma ideologia de oposição radical a Deus e aos seus fiéis, como  se fosse uma forma de fundamentalismo definindo errados e alienados todos aqueles que acreditam.
Na verdade quem não crê é simplesmente aquele que não teve ainda a oportunidade de encontrar pessoalmente a Deus e ainda não teve a experiência daquele dom que se chama de fé que pode chegar ou não chegar. Esta é uma  extraordinária experiência que   o sacerdote tem a missão de favorecer porque quando acontece sacode e muda a vida.

Neste sentido o sacerdote deverá se sintonizar com as inquietudes, os questionamentos, as buscas espirituais e  operar  especialmente em favor daqueles que não acreditam e que ansiosamente procuram  às apalpadelas.

O sacerdote que compreende  a  grandeza e a originalidade do Cristianismo, transmite a fé num  Deus que é Pai, Criador, Salvador e que não deixa no abandono esta humanidade, tentada de usar de sua liberdade para se destruir. Mas a palavra chave é crer.
Crer e se alegrar  que o homem tenha enormes poderes, para favorecer o desenvolvimento científico e tecnológico, que saiba favorecer o bem estar, o progresso e a felicidade de todos os povos, nas  crer também nos limites humanos, pois nenhum avanço tecnológico poderá  libertar e salvar um homem diante da morte, pois a morte continua sendo um grande mistério.
E o sacerdote continua convidando ao templo não para desafiar, mas para mostrar a beleza do sagrado, oportunizar um ambiente de silêncio e de meditação, de amizade, de diálogo e a possibilidade de ter a agradável experiência de se sentir um filho muito amado e a  este Pai amoroso  pertencer.

Esta aproximação entre crentes e não-crentes favorece a todos, enriquece a todos, pois todos possuem riquezas que devem ser partilhadas; Isso deve acontecer normalmente na sociedade civil onde todos devem ser aceitos ajudados a conviver na comunhão social, independente de escolha religiosa, política, sexual, mas de uma forma ainda mais forte deve acontecer na Comunidade cristã que se reúne e age em nome de Cristo.


O HOMEM DA ALEGRIA E DA ESPERANÇA


Carnaval é a explosão da alegria e as pessoas vivem o Carnaval vestindo sua fantasia e imaginando  ser protagonistas de uma vida que normalmente não seria a sua. Nesta época os foliões sonham ser  rei, rainha ou super-herói  e também falam  o que querem,  sem se importar com que os outros pensem e falem.
É  uma semana totalmente diferente  em que  o maior perigo é a tendência a cometer  "excessos"  na bebida, no comportamento e na  louca folia  para conseguir a tão sonhada explosão da  alegria!! Mas tudo, quando é exagero demais, pode até não dar certo.
No  Carnaval Já conheci padres subindo em carros alegóricos, pulando carnaval no meio de seus jovens,  compondo músicas e cantando em Escolas de Samba, alegando porém que tudo isso seria  para testemunhar e salvaguardar a verdadeira alegria que explode no Carnaval,  que por sinal não deveria  terminar nas cinzas da Quarta Feira.
Hoje em dia vejo padres organizando Retiros de Confraternização em Chácaras, se afastando  em ambientes  silenciosos com grupo de paroquianos ou participando ativamente do Carnaval com Cristo no Ginásio do SESI, chamado RIO DE ÁGUA VIVA.
Mas todos concordamos, foliões de Cristo  e foliões do Rei Momo, que o Carnaval  deve ser uma explosão de alegria e todos lutamos, mesmo com armas diferentes, para que seja uma alegria sadia e duradoura.
Afinal,  que um cristão deva  ser alegre e feliz é confirmado pelo  Apóstolo Paulo  que convida a estarmos na alegria sempre: “ Alegrai-vos no Senhor sempre e ainda o repito: ALEGRAI-VOS”(Fl. 4,4).

Mas hoje, devido às circunstâncias de estresse em que a gente vive, é  fácil demais cair na angústia, ficar tristes e pessimistas. Só que para aquele que tem fé as razões para estar na alegria são muito mais numerosas do que aquelas que nos arrastariam para a tristeza, principalmente porque Cristo ressuscitou, está vivo e venceu  a  morte, está bem perto de nós em toda situação, nos ama  do jeito de como nós somos e sua presença cheia de ternura  nos torna felizes e nos enche de grande alegria.
O Padre fundamenta toda sua vida, suas escolhas e sua pregação sobre esta confortável verdade revelada, pois o Evangelho não promete uma alegria ilusória nos alienando da realidade deste mundo que é feita de sofrimento, doenças, cansaço e morte. O cristianismo continua pregando abertamente  que os discípulos devem ter a garra de suportar o peso de sua cruz, mas com a certeza de serem com Cristo muito mais do que vencedores.
Mas se a alegria é a característica do cristão que encontrou Jesus, tanto mais será para nós padres. As palavras do Salmo 42,4 se tornam um programa de vida para nós: « Subirei ao altar de Deus, o Deus que alegra minha juventude!» (Sal 42, 4).

A alegria do padre está na capacidade de se doar: mais se doa e mais é feliz. O padre não é um solteirão que não sabe amar a ninguém, que gosta de ficar sozinho fechado dentro de seu quarto! Muito pelo contrario, pelo fato de amar a todos, sabe perder sua própria vida ao lado de tanta gente esmagada por mil problemas que nem remédio de farmácia ou sessão de psicólogo às vezes consegue aliviar. A alegria do padre é proporcional à sua capacidade de se doar: mais o padre se doa, mais é feliz! «Há mais alegria no dar no do que no receber!»(At 20,35).

Não ha nada de mais gratificante para nós padres, chegar em casa tarde da noite, cansados após um dia de visitas, de pregações, de atendimento e de reuniões e perceber que tudo isso foi feito sem interesse pessoal, mas por uma doação que o mesmo Cristo nos pediu no dia da nossa Ordenação Sacerdotal e é confirmada a cada Eucaristia celebrada.