FAMÍLIA DE NAZARÉ 77

 
A CIDADE DE RIO BRANCO EM FESTA PELO SHOW DO PADRE FÁBIO DE MELO.
O PADRE CANTOR PROMETEU VOLTAR PARA ANIMAR UMA FESTA RELIGIOSA EM 2013.

VISITA DE APOIO COM A CPT E O DEPUTADO MOISÉS DINIZ ÀS 120 FAMÍLIAS 
QUE OCUPARAM A EX FAZENDA NOVA PROMISSÃO.
O PADRE NELITO ENCONTRANDO AS NOSSAS PASTORAIS SOCIAIS PARA PREPARAR A QUINTA SEMANA SOCIAL BRASILEIRA.
A FAZENDA ESPERANÇA APRESENTANDO SEU TRABALHO DE RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS AO GOVERNADOR TIÃO VIANA COM UMAS POUCAS REIVINDICAÇÕES: TODAS ATENDIDAS.
COMUNIDADES DE RECUPERAÇÃO DE DEPENDENTES QUÍMICOS ARCO IRIS E ESTRELA DA MANHÃ, FESTEJANDO A INAUGURAÇÃO DA COZINHA INDUSTRIAL E CINCO JOVENS QUE TERMINARAM SUA CAMINHADA DE LIBERTAÇÃO.
A SEMANA LITURGICA DIOCESANA,  REFLETINDO E AGRADECENDO PELO CONCÍLIO VATICANO SEGUNDO.
TURISTAS VINDOS DO PORTUGAL, ADMIRANDO ENCANTADOS A NOSSA CATEDRAL.
INAUGURAÇÃO DO NOVO PRESÍDIO NO QUINARI PARA 588 DETENTOS: PASTORAL CARCERÁRIA SOMANDO FORÇAS.
RUMO À JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE:
 NESTE SÁBADO HÁ CORRIDA DO BOTE FÉ NA VIDA. NÃO PERCA E  VENHA CAMINHAR CONOSCO, POIS VOCÊ TAMBÉM É JOVEM.
Convidamos a todos para participar do evento BOTE fé na vida – Corrida de Rua, que dará inicio em Rio Branco a contagem regressiva (estamos a 1 ano) para Jornada Mundial da Juventude 2013 – Rio de Janeiro. Este evento da Igreja CATÓLICA – Setor da Juventude terá uma parceria com a Federação Acreana de Atletismo que fará desta corrida uma etapa do circuito Chico Mendes.
O evento será no dia 05 de agosto concentração as 16 na concha acústica. Neste dia haverão 2 tipos de percursos o profissional - que terá premiação em dinheiro e que contará ponto para Federação Acreana - e o outro promocional de 3.500 m – com prêmios e brinde - para os jovens amadores que quiserem participar! Cada participante que se inscrever ganhará uma camiseta do evento.
As inscrições estão sendo feitas em todas as secretarias das paróquias de Rio Branco e também na sede da Federação de Atletismo do Acre.

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CARTA DE DOM EDUARDO,
PRESIDENTE DA COMISSÃO PELA JUVENTUDE 
SOBRE A JMJ.

Não temos dúvidas de que a JMJ, além do benefício para o impulso da evangelização da juventude, traz, para o jovem, um profundo questionamento a respeito do sentido da vida. Cada uma de nossas Paróquias e Comunidades é chamada a aproveitar deste momento ímpar de nossa história, garantindo condições favoráveis às novas gerações para que elas possam responder com alegria ao chamado de Deus: “Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem ‘lugar’ de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação.” (Bento XVI, 49º. Dia Mundial de Oração pelas Vocações)
Estamos entrando no mês vocacional – Agosto. O que nossas Comunidades estão preparando, à luz da JMJ, para que cada adolescente e jovem receba a ajuda adequada para o seu discernimento vocacional? Nenhum deles deveria passar pelas nossas catequeses, encontros, grupos, organizações sem receber este auxílio que faz a diferença na sua realização pessoal, no dinamismo eclesial, na realidade social.
Todos são responsáveis por promover uma verdadeira ‘cultura vocacional’ em nossos ambientes. O apelo vocacional da JMJ nos questiona:
ü nossa Catequese tem atraído as novas gerações para a reflexão vocacional?
ü nossos jovens são apaixonados discípulos missionários de Jesus Cristo?
ü como promovemos a vocação matrimonial na cultura juvenil atual?
ü quantas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias estão surgindo na paróquia?
ü os jovens conhecem a vocação do/a leigo/a consagrado/a e da vida monástica?
Não nos esqueçamos: uma Comunidade que não suscita vocações para a continuidade de sua missão é estéril. Somos ou não somos fecundos em nossas palavras, atividades e testemunhos? Entre tantas propostas, desafiemos nossas Comunidades em suscitar, anualmente, ao menos uma vocação para a vida sacerdotal ou religiosa.
A JMJ nos presenteia com este clima favorável para se trabalhar a questão vocacional. Não percamos tempo nem privemos nossos jovens deste seu ‘direito existencial’! Os jovens estão motivados a uma entrega mais radical a favor de Jesus Cristo e do seu Evangelho. O que lhes oferecemos? Abramos nossos olhos! Ousemos propostas cativantes! Não tenhamos receio de fazer nossas, as vibrantes palavras de nosso Papa Bento XVI: “Queridos jovens, não tenham medo do chamado de Cristo para a vida religiosa, monástica, missionária ou ao sacerdócio. Estejam certos que Ele enche de alegria aquele que, dedicando a vida nesta perspectiva, responde ao seu envio deixando tudo para permanecer com Ele e dedicar-se de coração inteiramente a serviço dos outros. Do mesmo modo, grande é alegria que Ele reserva ao homem e à mulher que se doa totalmente um ou outro em matrimônio para constituir uma família e tornar-se sinal do amor de Cristo por sua Igreja.” (27º. Dia Mundial da Juventude)
Maria, modelo de busca e resposta vocacional, inspire nossos corações a favor dos jovens que anseiam por uma vida com sentido. Confiemos a ela nossa própria vocação para que os jovens se sintam motivados com o nosso testemunho de alegres discípulos missionários de Jesus Cristo. Confiemos a ela, principalmente, as vocações que Deus está suscitando em nosso meio por ocasião da Jornada Mundial da Juventude - Rio 2013.                                                                                                      
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ)


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ANO DA FÉ JÁ VEM   AÍ  !!


 

Não temos dúvidas de que a JMJ, além do benefício para o impulso da evangelização da juventude, traz, para o jovem, um profundo questionamento a respeito do sentido da vida. Cada uma de nossas Paróquias e Comunidades é chamada a aproveitar deste momento ímpar de nossa história, garantindo condições favoráveis às novas gerações para que elas possam responder com alegria ao chamado de Deus: “Desejo que as Igrejas locais, nas suas várias componentes, se tornem ‘lugar’ de vigilante discernimento e de verificação vocacional profunda, oferecendo aos jovens e às jovens um acompanhamento espiritual sábio e vigoroso. Deste modo, a própria comunidade cristã torna-se manifestação do amor de Deus, que guarda em si mesma cada vocação.” (Bento XVI, 49º. Dia Mundial de Oração pelas Vocações)
Estamos entrando no mês vocacional – Agosto. O que nossas Comunidades estão preparando, à luz da JMJ, para que cada adolescente e jovem receba a ajuda adequada para o seu discernimento vocacional? Nenhum deles deveria passar pelas nossas catequeses, encontros, grupos, organizações sem receber este auxílio que faz a diferença na sua realização pessoal, no dinamismo eclesial, na realidade social.
Todos são responsáveis por promover uma verdadeira ‘cultura vocacional’ em nossos ambientes. O apelo vocacional da JMJ nos questiona:
ü nossa Catequese tem atraído as novas gerações para a reflexão vocacional?
ü nossos jovens são apaixonados discípulos missionários de Jesus Cristo?
ü como promovemos a vocação matrimonial na cultura juvenil atual?
ü quantas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias estão surgindo na paróquia?
ü os jovens conhecem a vocação do/a leigo/a consagrado/a e da vida monástica?
Não nos esqueçamos: uma Comunidade que não suscita vocações para a continuidade de sua missão é estéril. Somos ou não somos fecundos em nossas palavras, atividades e testemunhos? Entre tantas propostas, desafiemos nossas Comunidades em suscitar, anualmente, ao menos uma vocação para a vida sacerdotal ou religiosa.
A JMJ nos presenteia com este clima favorável para se trabalhar a questão vocacional. Não percamos tempo nem privemos nossos jovens deste seu ‘direito existencial’! Os jovens estão motivados a uma entrega mais radical a favor de Jesus Cristo e do seu Evangelho. O que lhes oferecemos? Abramos nossos olhos! Ousemos propostas cativantes! Não tenhamos receio de fazer nossas, as vibrantes palavras de nosso Papa Bento XVI: “Queridos jovens, não tenham medo do chamado de Cristo para a vida religiosa, monástica, missionária ou ao sacerdócio. Estejam certos que Ele enche de alegria aquele que, dedicando a vida nesta perspectiva, responde ao seu envio deixando tudo para permanecer com Ele e dedicar-se de coração inteiramente a serviço dos outros. Do mesmo modo, grande é alegria que Ele reserva ao homem e à mulher que se doa totalmente um ou outro em matrimônio para constituir uma família e tornar-se sinal do amor de Cristo por sua Igreja.” (27º. Dia Mundial da Juventude)
Maria, modelo de busca e resposta vocacional, inspire nossos corações a favor dos jovens que anseiam por uma vida com sentido. Confiemos a ela nossa própria vocação para que os jovens se sintam motivados com o nosso testemunho de alegres discípulos missionários de Jesus Cristo. Confiemos a ela, principalmente, as vocações que Deus está suscitando em nosso meio por ocasião da Jornada Mundial da Juventude - Rio 2013.                                                                                                      
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ)

FAMILIA DE NAZARÉ 76

DESEJAMOS A TODOS UMA SEMANA ABENÇOADA.
PADRE FÁBIO DE MELO 
CONVIDA A TODOS 
PARA UMA CONFRATERNIZAÇÃO 
ONDE A MÚSICA NOS APROXIMA DE DEUS E DOS IRMÃOS.
A PARÓQUIA CRISTO LIBERTADOR NOS CONVIDA PARA OS FESTEJOS NO CENTRO PARÓQUIAL DAQUELES P0PULOSOS E QUERIDOS BAIRROS.
JOVENS CORRENDO 
RUMO AO REI DOS REIS. 
TODOS GANHAM, POIS OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS.
EM MANUEL URBANO HOUVE PRÉVIAS PARA A ASSEMBLÉIA DIOCESANA. 
TODAS AS PARÓQUIAS MANDEM OS RELATÓRIOS FINAIS URGENTEMENTE.
 O INSTITUTO ECUMÊNICO REALIZA NESTE SÁBADO DE 8:00 ÀS 12:30 O ENCONTRO MENSAL NO SALÃO DA CATEDRAL.
 O TEMA DESTE MÊS SERÁ SOBRE A SEXUALIDADE: 
BANALIDADE DO SEXO E A GRAVIDEZ PRECOCE,  CARÁTER SAGRADO DA  SEXUALIDADE, O LIVRE ARBÍTRIO E A CONSTRUÇÃO DE UMA SOCIEDADE SAUDÁVEL.

UM ABRAÇO A TODOS E UM BOM TRABALHO SAMARITANO, MISSIONÁRIO E ECUMÊNICO PARA TODOS

padremassimo

FAMÍLIA DE MAZARÉ 75

DE VOLTA A RIO BRANCO
Com muito prazer apresento um breve relatório da viagem que durou 15 dias: SANTARÉM, MARAJÓ E PALMAS.


Memória e Compromisso - Conclusões do encontro de Santarém 2012

INTRODUÇÃO
"Levantaram-se, voltaram e contaram o que tinha acontecido no caminho"
(Lc 24,33.35)

Na celebração dos 40 anos do Encontro de Santarém, nós bispos, representantes de presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas e cristãos leigos e leigas das Igrejas da Amazônia, nos reunimos às margens do Tapajós, na mesma cidade, para dar Graças a Deus por esta caminhada e renovar nosso compromisso profético e missionário de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, para que n'Ele nossos povos tenham vida! Este 10º Encontro se apresenta como um passo significativo na caminhada de 60 anos, desde o 1º Encontro em Manaus (1952) e, iluminado pelos 50 anos do Concílio Vaticano II, lança o olhar para frente, como o profeta que supera o cansaço e prossegue sua missão (cf. I Rs 19,7).
Louvamos e agradecemos ao Deus da vida porque nestes 40 anos, não obstante nossas fragilidades, nossa Igreja tem anunciado Jesus Cristo ressuscitado, caminho, verdade e vida. Ela tem marcado presença junto ao povo sofrido, sendo muitas vezes a voz dos povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, seringueiros e migrantes, nas periferias e em novos ambientes dos centros urbanos animando as comunidades na reivindicação do respeito pela sua história e religiosidade. A vida destes povos, seu modo de viver, sua simplicidade, seu protagonismo, sua fé nos encantam! Não faltou o testemunho de entrega da própria vida até o derramamento de sangue. Este testemunho nos anima, nos encoraja e nos fortalece.



Nossos olhos, contemplam uma realidade que ainda permanece desafiadora e ameaçadora. O que se apresenta como caos no campo social, político, econômico e cultural é, na verdade, fruto de projetos ambiciosos e bem articulados que querem avançar a qualquer custo, esmagando toda forma de vida que se mostre como empecilho ou resistência. Não temos outra Palavra senão o juízo de Deus sobre todas estas coisas. Queremos continuar respondendo profeticamente aos desafios da nossa história e ser fiéis à missão que nos foi confiada pelo Senhor.
Sentimos a necessidade de uma conversão pessoal e de nossas estruturas. A transformação libertadora e salvadora da realidade começa com a nossa vida cristã e com a renovação das nossas comunidades.
Neste encontro, emerge com mais clareza a urgência de evangelizar a partir do encontro com Jesus Cristo Verbo encarnado, profeta e missionário do Pai, tendo o Reino como horizonte e de dinamizar e formar comunidades eclesiais vivas, proféticas e missionárias, como as CEB's e outras formas de vivência comunitária, para que a Igreja "comunidade de comunidades" seja testemunho de comunhão.
"Somos conscientes de que nunca será possível a evangelização sem a ação do Espírito Santo" (EN 74). Ele nos fará conservar na Amazônia a alegria e o entusiasmo para evangelizar, mesmo entre lágrimas e perseguições". Necessitamos na Amazônia de um novo Pentecostes que nos transforme profundamente.
Diante dos desafios sociais, políticos e econômicos, culturais, religiosos e eclesiais da realidade amazônica, decidimos fortalecer o compromisso profético de transformação e reafirmar o projeto de formação inspirado na espiritualidade do seguimento de Jesus Cristo que convoca a Igreja para uma profunda conversão pastoral (cf. DA 360-365; 170-175).
Nesta caminhada não estamos sozinhos, o Cristo que aponta para Amazônia, arma a sua tenda entre nós (cf Jo 1,14).

 OS COORDENADORES DE PASTORAL DAS DIOCESES DO REGIONAL NOROESTE.

O COMPROMISSO PROFÉTICO DE TRANSFORMAÇÃO QUE CONSIDERA OS DESAFIOS SÓCIO-POLÍTICO-ECONÔMICOS DA REALIDADE AMAZÔNICA
"Não tenhas medo (...)Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence"(At 18,9)
Após 40 anos de caminhada como Igreja, seguindo as intuições e orientações do Documento de Santarém (Linhas Prioritárias para a Amazônia) constatamos que, a realidade da Amazônia, mesmo com alguns avanços, em muitos aspectos não apresenta mudança e sim agravamento, o que indica que o nosso povo continua vítima de uma tirania política e econômica. Antigos e novos problemas afetam a região, deixando à margem e afastados de todos os benefícios que são gerados pelos projetos econômicos, milhares de amazônidas que, expulsos de suas terras ou atraídos pelas promessas ilusórias de uma vida melhor, passam a vagar de cidade em cidade buscando viver com dignidade.
Queremos ser uma Igreja pobre junto aos pobres, solidária com os excluídos e abandonados da Amazônia, também em momento de enfrentamento. Buscaremos aprofundar de modo sistemático a compreensão das causas e consequências dos mecanismos que geram miséria e exclusão social e estimular a articulação de uma rede de formadores de opinião apoiados pela Comissão Episcopal para a Amazônia para análise da realidade em nível regional e diocesano, além dos assessores locais.
Diante dos desafios abaixo destacados, assumimos compromissos que revelam o rosto solidário, profético e missionário da Igreja frente aos apelos de Deus presentes na vida do nosso povo. :
1. Defesa de todas as formas de vida - acima de tudo da vida humana - da bio e sócio diversidade e da sustentabilidade a partir das culturas indígenas, quilombolas e ribeirinhas e dos projetos de bem viver de nossos povos.
1.1. Assumir e implantar as comissões em defesa da vida;
1.2. Apoiar alternativas agro-ecológicas e energéticas de produção adaptadas ao bioma, descentralizadas e diversificadas, que protejam as florestas e os rios;
1.3. Defender o território e o habitat dos povos da Amazônia respeitando a vocação de cada microrregião lutando para garantir a sobrevivência das futuras gerações;
2. Avanços do agronegócio, da mineração, das hidroelétricas, da nova fronteira agrícola e aumento de conflitos na luta pela terra.
2.1. Denunciar os grandes projetos que estão destruindo as florestas e se apropriando das terras dos povos tradicionais;
2.2. Disponibilizar, através da CNBB, um serviço de informação e orientação prática para que as dioceses e prelazias tenham elementos para enfrentar os grandes projetos e suas consequências;
2.3. Orientar, apoiar e fortalecer a organização das comunidades indígenas, quilombolas, rurais e ribeirinhas na defesa de seus direitos, da sua cultura e de seu território.
3. O fenômeno da Urbanização, as migrações a formação de novas cidades e o inchaço das grandes cidades, aumento do uso das drogas, do narcotráfico, tráfico de armas e a violência.
3.1. Compreender e enfrentar pastoralmente os desafios da cultura urbana nas situações de migrações, drogas, violência, exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas e corrupção;
3.2. Realizar seminários na Amazônia para compreender melhor os mecanismos do narcotráfico;
3.3. Fortalecer e apoiar as iniciativas de ajuda às pessoas dependentes do álcool e das drogas.

4. Ausência do Estado na aplicação de políticas públicas e garantias de direito, porém, com apoio e incentivo ao grande capital; aumento da corrupção nas instâncias e organismos públicos.
4.1. Lutar contra a corrupção e a impunidade nos setores públicos;
4.2. Incentivar a participação nos conselhos paritários de políticas públicas e formar pessoas para esta atuação, com consciência crítica, coragem e exercendo o profetismo;
4.3. Valorizar as Semanas Sociais Brasileiras;
4.4. Reforçar a formação cristã sócio-transformadora dos agentes de pastoral para o exercício da cidadania fundamentada na Doutrina Social da Igreja;
4.5. Articular as Pastorais Sociais, as Comissões de Justiça e Paz, Cáritas e Centros de Defesa dos Direitos Humanos, CIMI e CPT;
4.6. Fortalecer a Pastoral da Criança;
4.7. Utilizar os meios de comunicação social, como a Rede de Notícias da Amazônia, TV Nazaré, rádio, televisão, internet, escolas católicas, para conscientizar, educar, evangelizar;
4.8. Contribuir para a mudança da mentalidade que considera a Amazônia colônia ou periferia do Brasil;
4.9. Denunciar o Estado quando deixa de exercer seu papel moderador impedindo que os fortes esmaguem os fracos ou, pior ainda, quando também se alia à iniciativa privada para executar projetos que destroem o meio ambiente e não respeitam os direitos dos amazônidas.

 35 BISPOS E 35 COORDENADORES DE PASTORAL DAS DIOCESES DE TODA A AMAZÔNIA.

O PROJETO DE FORMAÇÃO INSPIRADO NA ESPIRITUALIDADE DO SEGUIMENTO DE JESUS CRISTO QUE ARMA SUA TENDA NA AMAZÔNIA E QUE CONVOCA A IGREJA PARA ASSUMIR OS DESAFIOS DA REALIDADE RELIGIOSA E ECLESIAL
. "Levanta-te, desce e vai com eles sem hesitar,
pois fui eu que os mandei" (At 10,25)

Nestes 40 anos, nos identificamos como uma Igreja encarnada, articulada nas inúmeras comunidades cristãs de base. No encontro de Manaus, ao celebrarmos os 25 anos de Santarém (1997), o documento final "A Igreja se faz carne, e arma sua tenda na Amazônia" apresenta, uma profunda e clara consciência de uma Igreja discípula da Palavra, testemunha do diálogo, servidora e defensora da vida, irmã da criação, que se deixa iluminar por algumas perspectivas evangelizadoras: Inculturação, cidadania, formação e anúncio central da Boa Nova! Dez anos depois, no Encontro de 2007, reafirmamos nossa identidade de Igreja discípula missionária, ministerial, que assume a vida do povo, que se articula na paróquia como rede de comunidades e nas comunidades eclesiais de base.
Em meio aos desafios de hoje, inspirados também pela Conferência de Aparecida (2007) e pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011-2014) e das urgências ali indicadas, destacamos:
1. Iniciação Cristã à luz da Palavra de Deus e a Catequese de inspiração catecumenal
1.1. Cuidar para que a Palavra de Deus ocupe o lugar central, através da animação bíblica da vida cristã e da ação evangelizadora;
1.2. Educar para interação fé e vida, que possibilite desde o início a conscientização como pressuposto indispensável a libertação;
1.3. Promover a leitura orante da Bíblia;
1.4. Conduzir ao encontro pessoal com Cristo através dos sacramentos, principalmente da Eucaristia;
1.5. Orientar para que vida sacramental se expresse do compromisso social e comunitário do cristão;
1.6. Envolver a família como corresponsável do processo de iniciação de iniciação cristã.
2. Comunidades eclesiais vivas missionárias, proféticas e abertas ao diálogo ecumênico e interreligioso como as CEB's e outras formas de vivência comunitária.
2.1. Formar e dinamizar comunidades e lideranças missionárias numa pedagogia que considere a vida e a realidade das pessoas dando-lhes atenção e acompanhamentos necessários a fim de que abracem com convicção o seguimento a Jesus Cristo, sendo protagonistas da missão;
2.2. "Formar ministérios adequados às necessidades de nossas comunidades, especialmente o ministério do pastoreio de comunidades, exercido por leigos (as) que sejam servos (as) do povo, abertos (as) ao diálogo e ao trabalho em equipe e que, devidamente preparados (as) assumam, em nome da Igreja a direção pastoral de uma comunidade, sendo por ela sustentados (as)" (Doc. Manaus, 1997, nº 47);
2.3. Assumir a Igreja ministerial que acolhe, valoriza e cria espaço para que os dons e carismas se concretizem através dos leigos, religiosos e presbíteros segundo as características da Amazônia;
2.4. Viver o caminho da Igreja Profética que escuta a Voz de Deus na Palavra Sagrada Escrita e nos gritos do povo e proclama a luz de Deus que denuncia erros e injustiças, apontas luzes e esperanças;
2.5. Cultivar a espiritualidade do seguimento a Jesus Cristo que arma sua tenda na Amazônia, fazendo nascer convicções e tornando-as firmes;
2.6. Valorizar as assembléias e conselhos pastorais como espaço de comunhão, participação e compromisso;
2.7. Capacitar as lideranças para visitas continuadas a famílias e comunidades, especialmente as mais distantes;
2.8. Considerar e fortalecer as diferentes comunidades rurais, ribeirinhas, das estradas, indígenas, quilombolas e das periferias;
2.9. Incentivar a presença e a ação dos leigos e leigas em todos os ambientes urbanos para que sejam protagonistas da evangelização;
2.10. Promover iniciativas ecumênicas por meio de atividades caritativas e sociais;
2.11. Ir ao encontro dos católicos afastados e acolher os que retornam de outras igrejas;
2.12. Valorizar as devoções populares iluminando-as com a Palavra.
3. Formação presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas, leigos e leigas para uma Igreja toda ela missionária e ministerial:
3.1. Priorizar e investir em formação permanente (compromisso constante), diversificada (padres, diáconos, leigas/os levando em conta as diferentes atuações do laicato dentro da Igreja e na sociedade), descentralizada e encarnada (a partir da realidade) numa atitude transformadora e libertadora;
3.2. Valorizar e integrar as diferentes experiências de formação dos nossos regionais;
3.3. Aproveitar os recursos tecnológicos, como cursos à distância;
3.4. Fortalecer os centros de formação já existentes (Instituto Pastoral Regional - IPAR, Instituto Regional para a Formação Presbiteral - IRFP, Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior - ITEPES, Faculdade Católica de Rondônia, Centro de Cultura e Formação Cristã -CCFC, Faculdade Diocesana São José - (FADISI);
3.5. Promover o intercâmbio entre Institutos, casas de formação e escolas de lideranças;
3.6. Criar equipes itinerantes de formação;
3.7. Estimular planos de formação integral, processual e inculturada;
3.8. Formar presbíteros despojados, simples que não busquem auto-promoção, que sejam missionários em maior sintonia e contato com as comunidades;
3.9. Formar Diáconos Permanentes considerando as orientações da CNBB;
3.10. Criar um Instituto de Pastoral para o Noroeste;
3.11. Realizar experiências missionárias com os seminaristas, religiosos e leigos;
3.12. Fortalecer as escolas de fé e cidadania, bíblicas e teologicas nas dioceses e prelazias.
4. Opção pela evangelização da juventude
4.1. Fortalecer as diversas expressões da juventude (grupos, PJs, movimentos);
4.2. Apoiar o setor juventude como articulador da Pastoral Juvenil em nossas dioceses e prelazias;
4.3. Articular a Pastoral Juvenil com Pastoral da Educação e Universitária;
4.4. Preparar pessoas para o acompanhamento dos jovens;
4.5. Ajudar na formação de professores católicos para o ensino religioso.
5. Sustentabilidade econômica
5.1. Melhorar e motivar a pastoral do dízimo como instrumento principal de auto-sustentação;
5.2. Assumir a Campanha de Solidariedade e Partilha de todas as Igrejas do Brasil em vista da formação de seminaristas;
5.3. Reforçar as Campanhas de Evangelização, CF e Missionária.

VISITA À ILHA DE MARAJÓ
UMA DESEMBARQUE ALUCINANTE.
PALMAS: O TERCEIRO CONGRESSO MISSIONARIO NACIONAL.
DISCÍPULADO MISSIONÁRIO: DO BRASIL PARA UM MUNDO SECULARIZADO E PLURICULTURAL, À LUZ DO VATICANO II 

Vaticano II: grande virada popular

O 3º Congresso Missionário promoveu na sexta, 13, dois painéis temáticos: o primeiro discorreu sobre o mundo secularizado e pluricultural e foi assessorado pelo Irmão José Nery. O segundo painel teve como assessor o teólogo padre Paulo Suess que refletiu sobre o tema: "Discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II".
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ENCONTRO DO NOSSO REGIONAL COM O PADRE LUIZ MOSCONI.
1. O SECULAR E PLURICULTURAL NO QUAL NOS CABE SER DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS.
2.DISCIPULADO MISSIONÁRIO DO BRASIL PARA O MUNDO À LUZ DO VATICANO II E DO MAGISTÉRIO LATINO AMERICANO.
A Igreja  continua a obra do próprio Cristo que veio ao mundo para dar testemunho de verdade, para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido", o que Paulo Suess chamou de "virada popular". Para o teólogo, há 50 anos da realização do Concílio essa virada está inibida e destacou alguns elementos que possam favorecer a desinibição dessa virada: o aggiornamento como orientação programática, como abertura ao mundo, que segundo ele significa deixar a realidade do mundo entrar na Igreja e entrar na realidade do mundo.
"E essa realidade tem várias dimensões: a dimensão macrocultural da modernidade secularizada e a dimensão da convivência concreta no mundo pluricultural. O aggiornamento expressa a vontade de construir duas pontes de mão dupla: uma entre Igreja e a dimensão universal das conquistas do mundo moderno, e outra, entre Igreja e o mundo local e cultural, onde o povo vive, se encontra e se comunica", afirmou.
De acordo com o assessor, a Igreja Lationoamericana traduziu esse aggiornamento como opção preferencial pelos pobres e "libertação", retratado na Conferência de Medellín (1968), "participação", "assunção" e "comunidades de base", em Puebla (1979), como "inserção" e "inculturação", em Santo Domingo (1992) e como "missão", "testemunho" e "serviço" de uma Igreja samaritana e advogada da justiça e dos pobres, em Aparecida (2007).
A fidelidade e audácia frutos do Concílio, ajudam a Igreja a repensar a missão no contexto dos 50 anos do início do Vaticano II e aprofundar o alcance da natureza missionária da Igreja.
A EQUIPE DA NOSSA DIOCESE.
OS DELEGADOS AO CONGRESSO REPRESENTANDO AS DIOCESES DO REGIONAL NOROESTE.

Uma ótima semana para todos.
padremassimo